segunda-feira, setembro 04, 2006

Quando a noite cai - I


Foto de Oscar Lozoya

Para muitos a noite é madrinha,
E a penumbra desejos enfeitiça,
Os amantes esconde e acarinha,
Desejo que o próprio sol cobiça.

Para outros a noite é madrasta,
Receio da sombra faz-nos refém,
O mal que ronda e nos arrasta,
Leva-nos por vezes para o além.

A noite tão cândida e meretriz,
Breve, quente, penosa, depende
Do palco, do actor ou da actriz,

Para uns revela-se a mão sombria,
Para outros será um véu ardente,
A noite tudo será sem demagogia.

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Bonitos poemas.

Woman disse...

A noite tem outro encanto...

Beijo