quinta-feira, setembro 21, 2006

Grito de dor por me achar metade.


Foto de Carlos Pereira

Grito de dor por me achar metade,
E da perda morre-se-me os sentidos,
D'amor, confiança, até a saudade,
Se perde na companhia dos vencidos.

Não mais carrego em luz a idade,
Mas o fardo que vai escurecendo.
Jaz já metade de minha claridade,
O tempo, o que resta vai comendo.

Zarolho que sou, não mais acerto,
Nem um sopro dessa meia, nem ais,
Tão pouco essa sombra esquecida.

Música minha, vida em desconcerto!
O que me cantas quando assim olhais?
Roubas-me a alma matando-me a vida.

3 comentários:

Anónimo disse...

Ola Marco

Continuas a apresentar trabalhos de composição de poemas e imagem e de uma qualidade admirável e extraordinária!...
A lucidez e franqueza das palavras,
a claridade dos sentidos,
as imagens certas e adquadas...

Deixo beijo suave____Maresi@

Paula Raposo disse...

Metade é sempre metade. Beijos. Bom fim de semana.

zezinhomota disse...

Muito bonito aquilo que escreve,é um grito da metade.

Tenha um bom fim de semana, junto dos seus.

Um abraço.

ZezinhoMota