quarta-feira, setembro 06, 2006

Quando a noite cai - III


Foto de ( Autor desconhecido)

Minha amiga eterna, cor de ébano,
Vem de novo e afasta o sol tirano,
Traz a cândida brisa aveludada
Refresca-me por toda a madrugada.

O cosmos cintila de forma notável,
E a Via Láctea brilha insuperável,
As cidades imitam-te na alegria,
Suas belas luzes na noite irradia.

De ciúmes, a Lua, as costas virou,
Rodou, rodou, não mais me sorria,
Deixou-me tornando-se invisível.

Talvez por estar sofrendo não ficou,
E na espera, a noite de novo dia;
Esperarei por ela, se for possível.

1 comentário:

Paula Raposo disse...

Bonito poema à noite! Beijos.