quarta-feira, junho 20, 2018

O teu olhar...



O teu olhar é luz que me nutre de paixão,
Já nem concebo a vida sem esse teu sorriso,
Renasceu em mim de novo um turbilhão,
És o meu farol, o meu lindo paraíso.

E quando se enlaçam as nossas almas,
Do Tempo e do Mundo, tudo esqueci,
Contemplo eternamente os poemas,
Que só me fazem lembrar de ti.

A tua melodiosa voz é o aconchego,
que aprisiona a minha inquietação,
E o meu coração, que não mais lhe chego,
Anseia de novo, esta sempre paixão.

Marco Magalhães

quarta-feira, setembro 04, 2013

Sinto em mim, suspiros de mocidade,

Sinto em mim, suspiros de mocidade,
E nesse sopro, engano a realidade,
Sem mágoa, sinto o vento da saudade,
Hoje encarcerada, outrora em liberdade.

Já não tenho tantos diamantes
Troquei-os por sôfregos instantes,
Em lindos amanheceres e tardes saudosas,
Cheiro de capim e orvalho, amor e rosas.

Poucos dissabores carrego, todos com ternura,
Isto de grandes amores pouca gente segura,
Sinuoso o caminho nesta esfera vasta,
Mesmo que desfaleça, tenho tudo o que basta.

Apenas alguns lamentos que não são mesquinhos,
De momentos proveitosos que não foram caminhos.

Marco Magalhães

terça-feira, setembro 03, 2013

Existem momentos onde a luz vence a escuridão,

Existem momentos onde a luz vence a escuridão,
Quando o meu Eu se entrega à peregrinação,
Viajando pelas ruas da vida vestida de calçadas
Redescubro odores e sombras petrificadas.

Imaginários mortos, vestidos a rigor,
Outrora donos de um grande vigor,
Murmuram ecos de grandes ilusões
Que se dissipam nas presentes visões.

Sinto o cheiro daqueles incensos puros,
Quando me abrigo nos teus olhos escuros,
Transformam o instante em eternidade
E todo o sentir num mar de saudade.

Porque me rodeias assim de rompante,
Se não te tenho nem por um instante.
Apenas uma vaga sombra na memória,
Mas isso agora, é outra história.

Marco Magalhães

sábado, agosto 03, 2013

Quando Danço, faço amor contigo,

Quando Danço, faço amor contigo,
Transcendemos sonhos e anseios
Sinto um frisson abaixo do umbigo
Deleito-me no calor dos teus seios.

A música convida ao deleito,
O Som transforma-se em cetim,
A luz acaricia-nos sem fim
Num mágico espaço perfeito.

Os beijos de chocolate quente,
Derretem línguas guerreiras,
Vencem todo tipo de barreiras,
Só para dizerem: Presente.

E consomem o convite no leito
Aveludados num gesto perfeito.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Gosto de te ter assim sorridente

Gosto de te ter assim sorridente
Cego pelo brilho dos olhos que dizem
Que poderiamos brincar para sempre
Escondendo nossos sonhos que fingem.

Fingem que os caminhos nos dão encantos
Outro universo, outro mundo incerto,
Mas os despertares de paixão são tantos
Como são as estrelas no céu por perto.

Podemos brincar e nas estrelas sonhar
como podemos fazê-lo em qualquer lugar
Vem comigo, vamos voar sobre o mar
e sob as vastas ondas poderemos saltitar,

Sonho que a tua boca é uma proa de navio
Sulcando magestosamente as ondas em alto mar
A tua língua é minha âncora e desvario,
É paixão resplandecente que me faz amar.

quarta-feira, julho 27, 2011

Abateu-se sobre mim o pranto de desgosto

Abateu-se sobre mim o pranto de desgosto,
Arrastando nesse dilúvio minhas muralhas,
Erguidas e fortificadas a contragosto
Dispersando-se no éter como acendalhas.

Jamais a ninguém o amor é imposto
Mas os salpicos de paixão que mantenho,
Transformam vãs esperanças em desgosto,
E o fogo consome-me do pouco que tenho.

O meu coração reclama por mudanças,
E da antiga calma pede despejo,
Tudo devido a um inocente beijo,
Dando vida a novas esperanças.

Venha então essa chama tardia,
Que transforme minha noite em dia.

terça-feira, setembro 02, 2008

Furacão em forma de mulher


Foto de C.B.


Furacão em forma de mulher,
Que me roubou este meu sossego
Rasgando-o mesmo ser querer,
Que do vórtice nasceu o apego.

É um rodopio sem parar, sem querer,
E dessa dança rodamos extasiados,
Criando um turbilhão de prazer,
Na tontura dos corpos embriagados.

Rasgando o horizonte azul profundo,
O temporal vai devorando a terra,
Seus cabelos como que encerra,
Todos os mistérios deste mundo.

E meu corpo zonzo ainda implora,
O sentir dos ares que explora.

sábado, abril 19, 2008

Vens com esse abismado olhar


Foto de Ricardo Canhoto


Vens com esse abismado olhar,
E o meu abelhudo mastro desejas,
Ensopado de chantilly e cerejas
Para essa tua fome saciar.

Assim que me assaltas o sossego,
O teu enrubescimento se aclara,
Tornas-te senhora de minha vara,
Ao envolvê-la com tanto apego.

Nasce pois, o prazer elementar,
Que ao sustentar a leveza do ser
Coloca o morto a levitar.

Desde então, desfrutas o prazer
E se existe algo que te dê paz,
É mesmo a vontade de foder.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Feliz Ano Novo 2008

Início de um novo ano, Esperanças renovadas.

Estamos novamente perto de um novo ciclo, de cada vez que pulamos esta ténue barreira, sonhamos sempre com algo que possa mudar intensamente a nossa vida, seja um grande Amor, Saúde, Dinheiro, Emprego, enfim, uma infindável lista de desejos.

Seja qual for o vosso desejo, que este se possa cumprir, pois é esta procura inebriante e incontestável que faz todo o sentido nas nossas vidas.

Feliz Ano Novo.

Marco Magalhães

sábado, dezembro 22, 2007

A Farsa do Natal

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo, mas a verdade é que ninguém sabe com exactidão a data do nascimento de Jesus.
Foi somente no século IV que o 25 de Dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de Dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

E quem é aquele Gordo cheio de colesterol que se faz passar por Pai Natal?

Bem, esse Kota em formato de BUDA e com Barbas foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C.
O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo.

Até o final do século XIX, a cor da Roupa do Kota era castanha. Mas, em 1881, uma campanha publicitária mostrou o Barbitas com as cores vermelha e branca.
Essa campanha era a da Coca-Cola. E esta hein?

Sempre achei o Natal enigmático, nesta quadra, como por magia, ocorre a separação das extremidades do comportamento social. Realmente trata-se de magia, de um momento para o outro, as pessoas vestem peles de cordeiro, esperando que ninguém as reconheça como lobos o resto do ano.

Para mim, e por determinação geográfica, é uma quadra fria, tão fria que, ao ficar em silêncio oiço os meus ossos a rirem entre si.

Detesto a ceia de Natal, tanto que, quando vou jantar a casa prefiro comer tudo que seja diferente de bacalhau. Aliás a única quadra de Natal que gosto é quando a passo na cama. Mas quando a passo na cama comendo o bacalhau da Maria.

Tanto faz que seja Natal ou Ano Novo. Acho que um dia vou convencer a Maria a colocar umas luzes à entrada da manjedoura dela, quem sabe a cada vez que bata na manjedoura eu não receba um choque eléctrico que me estimule ainda mais, e nesse preciso momento quem sabe, eu não grite...OHHH OHHH OHHH

sábado, novembro 10, 2007

Ontem sentei-me com Baco


Foto de Heliz


Ontem sentei-me com Baco,
E ele soltou-me a loucura,
Soltou ainda o ser fraco,
Que de amor não se cura.

Formas de mulheres selvagens,
Brincam com minha racionalidade,
A dor mastiga-se nas cartilagens,
Num prazer fugaz de inactividade.

Enroscado no molde dos meus braços
A tua figura consome-me lentamente,
E ao rasgar-me a alma com retraços
Atiça-me a paixão dolorosamente.

Felicidade errada tão grandiosamente,
De onde apenas trago mãos trementes.

terça-feira, outubro 23, 2007

Sinto a tua pele nua, e por ela suspiro


Foto de Edna Medici

Sinto a tua pele nua, e por ela suspiro,
E sob a luz da lua, sinto em mim a loucura,
De quem vê tanta ternura em teu retiro,
Que nem a morte traria para mim a cura.

Em cada afago, corre lava de veia em veia,
Queimando por breves momentos, os tormentos,
E este meu corpo que o teu tanto anseia.
Transforma em luxúria todos os lamentos.

O teu corpo infinitamente delicado implora,
Homenagens, que minha boca assim explora,
Na súbita explosão do nosso querer,

Bebemos nossos corpos já embriagados,
E dessa dança rolamos extasiados,
Queimados das chamas de prazer.

domingo, junho 17, 2007

Arrancando promessas à toa...


Foto de Paulo César

Arrancando promessas à toa,
Minha boca na tua, explorando,
Como se rasga o mar com a proa,
Minha língua na tua, brincando.

Achega-te... docemente molhada,
Mata a inocência, liberta a alma,
Solta os caprichos, danada...
Enterra para sempre essa calma.

Beija-me como a magia da luz,
Oferece-me esses lindos lábios,
E no conhecimento de quem seduz,
Transforma os meus em sábios.

Grito o desejo que me enlouquece,
Quando essa boca a minha apetece.

sábado, maio 12, 2007

Quando a noite tem longos braços


Foto de Marcos S. Sousa

Quando a noite tem longos braços,
Capaz de aprisionar mesmo um rei,
Até minha alma que não entreguei,
Aos poucos rasga-se em pedaços.

O sofrimento, físico ou moral é dor,
A dor que desfaz almas e corações,
Não, não tenhamos limitadas ilusões,
Pois essa dor, tem cheiro e sabor.

Seu sabor sabe a fel e por nós corre,
Cheira a medo, esse tormento sem fim,
Também passou em suas viagens por mim,
E tirá-lo só com luta ou quando se morre.

Mas fica a lição do sofrimento, suponho,
Que nos liga ao futuro não sendo sonho.

quarta-feira, abril 25, 2007

Sonhos são desejos e eu tenho muitos


Foto de Emanuel Amaral

Sonhos são desejos e eu tenho muitos,
Muitos de solidão, outros de coração,
Sonhos são viagens, vidas de mitos,
Vividas nas margens de uma oração.

Sonhos são vivências e tenho bastantes,
Muitas são no futuro, outras no passado,
Umas em que choro, outras gritantes,
Algumas doces, outras de trago amargurado.

Sonhos? Que Sonhos? Em muitos anos,
Foram muitos os sonhos inventados,
E mesmo os tormentos pirateados,
Foram sempre sonhos de enganos.

Sonho sem sossego, sem sossego,
Que Sonho afinal me transtorna?
Que Sonho este que me faz cego?
Me desgasta a vida e a paz suborna!

terça-feira, março 20, 2007

As palavras


Foto de Pedro Gomes

Sinto prazer num momento de tormento,
Saber que posso não estar à altura,
Saber que a luz que tenho é escura,
Saber que te posso perder num momento.

Diz-se por aí, que quem ama não receia,
Meras palavras imbuídas de letal veneno,
Eu amo e receio, sinto o calor na veia,
E por isso sei que o amor não é pequeno.

Receio por ti e por mim, receio as palavras,
Que por vezes se transformam em espadas,
E desse afiado gume, não se espera saudade.

Fica o medo, a ansiedade, a pouca verdade,
O segredo na eternidade de águas passadas,
Possa o beijo calar a tristeza das palavras.

domingo, março 18, 2007

Provo o doce mel dos teus olhos.


Foto de Espírito da Lua

Provo o doce mel dos teus olhos,
E sinto o mar de espuma ardente,
Como escravos exaustos aos molhos,
Estão curvados com olhar inocente.

E nesse instante, oiço sussurrante,
Olhos que falam mas não mais vejo,
Que gritam mais alto! Eu te desejo.
Ondas no corpo, querendo um amante.

Náufrago entregue em tua corrente,
Num fluxo d'ondas de paixão ardente,
Em carícias de água vou me perdendo,

Grita aos ventos o meu peito ardente,
A voz das ondas num mar crescente,
Saciando a fúria que não entendo.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

É gélida nesta hora a tua ausência.


Foto de Luis Pinto

É gélida nesta hora a tua ausência,
Mais rude que o frio da sepultura,
É triste não sentir tua fragrância,
Quando te aconchego pela cintura.

Meus braços cansados por não te ter,
Jorram rios de tristeza misteriosa,
Procuram-te desesperados sem saber,
Se estás feliz, triste ou furiosa.

Passa o dia e a noite, amanhece,
É sempre a mesma madrasta, a vida
Destino fatal, não se cumpre a prece.

Desolado, anseio contigo a partida,
Ao destino que mais ninguém conhece,
Rezando que do destino não sobreviva.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Brinco com essa marota boca.


Foto de Veronica Melo

Brinco com essa marota boca,
Que vem em tons escarlate,
Luto com essa serpente louca,
Que me enfeitiça com arte.

Ao teu toque neste instante,
A febre sobe, e sem uma meta,
Oiço o coração palpitante,
Tal como a forma mais erecta.

Palmilho-te geograficamente,
Em vales e colinas de louvores,
Perdendo-me por ti eternamente,

Suspirando e chorando de amores
Mesmo com o norte incoerente,
Apenas em ti, busco teus favores.

terça-feira, novembro 21, 2006

O teu corpo arde, labaredas em festa.


Foto de Sandra Brito

O teu corpo arde, labaredas em festa,
Em cada afago soltam-se centelhas mil,
E junto ao teu fogo, deliro já febril,
Entrando de rompante, o Ser que resta,

Não quero saber de jogos de sedução,
Descontroladamente a situação inverte,
De escravo a mestre, sem educação,
Tua chama se inflama, e isso me diverte.

E em cada labareda que me trespasse,
São sinais que fogem mil mensageiros,
Anunciando-me momentos derradeiros,
Onde farás a entrega do teu disfarce.

Nesses mistérios, suados pelo querer,
Num refúgio em chamas, queimam de prazer.